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O descanso que a gente esqueceu de ensinar

 Ultimamente meus filhos têm estado mais agitados. Tudo os entedia, tudo os irrita. Querem estar sempre ocupados com alguma coisa — uma tela, uma conversa, uma atividade, um brinquedo. E eu comecei a me perguntar: o que está faltando? Foi aí que me lembrei de algo que fazia antes: depois do almoço, eles tinham 20 minutos de silêncio, sem brinquedos, sem televisão, sem nenhuma proposta. Só o nada. O tédio. O ócio. Era difícil no começo, claro. Mas aos poucos, algo bom nascia dali. Um menino começava a desenhar por conta própria. O outro inventava uma brincadeira nova com almofadas. Era como se a mente deles finalmente tivesse espaço para respirar. Mas parei com esse hábito. Não sei exatamente quando nem por quê. E agora percebo: preciso voltar. O tédio, que tanto tentamos evitar, pode ser um presente. O ócio, que hoje parece perda de tempo, é na verdade um descanso necessário. Eles não precisam estar sempre ocupados, sempre entretidos. Eles precisam aprender a estar com eles ...

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