Criação de filhos não se faz no automático: o dia em que acordei para o que realmente importa

 Desde ontem, percebi com mais clareza que a maior prioridade da minha vida hoje é a criação dos meus filhos. Não que eu não soubesse disso antes — eu sempre soube —, mas às vezes a rotina vai ficando no automático, e a gente acaba vivendo uma maternidade não intencional, só apagando incêndios.


É o frio que chegou e as roupas que ficaram pequenas, é a mudança de tempo que traz uma porção de viroses, é a consulta que precisa ser marcada, a comida que tem que sair… são tantas demandas urgentes que a gente vai deixando de lado o que realmente importa. E o que importa, na maioria das vezes, é silencioso.


Como anda o caráter das crianças?

Será que estão desenvolvendo sua autonomia de forma adequada para a idade?

Como está o relacionamento delas com Deus?

Como andam seus coraçõezinhos, seus sentimentos?

Será que a porta dos pensamentos deles ainda está aberta pra mim?

E o progresso em direção ao futuro que eu sonho pra eles — será que está caminhando?


Essas perguntas me cutucaram, e então eu pedi ao ChatGPT que descrevesse como seria um dia comum no meio da semana, daqui a cinco anos, se eu continuasse vivendo na pele da “mãe bombeira”. E adivinha? Não gostei nada do que li. Pior: eu sabia que aquele cenário poderia se tornar realidade. Sabia que a Poline de 2030 estaria remoendo a culpa de não ter feito diferente. De ter ignorado os alertas.


Então fiz o que uma mãe determinada faz: arregaçei as mangas e decidi mudar.

Mapeei os pontos de melhoria na minha maternidade, olhei com coragem para o futuro que sonhei pra nós — e comecei a dar pequenos passos na direção certa.


Com um pouquinho de esforço e muito planejamento, terminei meu dia com um projeto novinho para o próximo semestre, uma conversa profunda com uma das crianças na hora de dormir… e dois bolos de chocolate.


É, amigas… às vezes, a gente precisa de uma sacudida pra lembrar que criar pessoas é uma tarefa importante demais pra ser feita no modo automático.

Graças a Deus, eu tenho um Ajudador fiel que, sempre que preciso, me chama de volta pra aquilo que realmente importa: a eternidade.


E você?

Qual tesouro silencioso está precisando da sua atenção hoje?

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